Registros dos Encontros Presenciais


Registro de Encontros  do curso do PNAIC 2013
Aluna Cursista: Isabel Marques de Amorim
Tutora: Cristina


Primeiro Encontro -Dia 20/03/2013 (2h)

A Gerência Regional de Educação (Gered) de Criciúma, por meio da supervisão da Secretaria Estadual de Educação, irá iniciar os trabalhos referentes ao Pacto Nacional pela Alfabetização em Idade Certa (PNAIC) proposto pelo Ministério de Educação. O objetivo desse pacto é assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas ao final do 3º ano do ensino fundamental, ou seja, aos oito anos de idade.
O PNAIC é um compromisso firmado entre os governos do Distrito Federal, estados e municípios. Os professores do bloco alfabetizador (1º, 2º e 3º ano) da Gered de Criciúma, participarão do lançamento da formação continuada pela Alfabetização na Idade Certa para os anos de 2013 e 2014 nesta quarta-feira, às 19h, no auditório da ACIC.
Pontos significativos:
1- Apresentação dos alunos da EEF QUINTINO FOLHIARINI DAJORI  de Içara "O dia em que a boneca Emília começou a falar!"
2- Já havia lido algumas informações sobre o Pacto e durante o encontro pude esclarecer muitas dúvidas que tinha.
Segundo Encontro - Dia 26/03/2013 
Escola Polo - EEB Humberto de Campos
Horário: 19 às 22 h (3h)
1-Dinâmica: Duas verdades e uma mentira
2- Apresentação do PNAIC 
3- Teorias de Desenvolvimento e Métodos de Alfabetização






 





















































 Meu resumo:



Teoria Inatista

A teoria Inatista do Desenvolvimento é inspirada nas premissas do idealismo filosófico. O idealismo filosófico parte do princípio que a consciência é que determina a vida. A consciência é considerada a base e não o produto da atividade humana, nada existe fora do homem. O mundo real é um mero fenômeno da consciência.
É uma teoria baseada na crença de que as características e capacidades básicas de cada ser humano (personalidade, valores, comportamento, formas de pensar etc) são inatas. Ou seja, já estariam praticamente prontas no momento do nascimento ou potencialmente definidas e na dependência do amadurecimento para se manifestar. O ser humano já nasce pronto. O destino individual de cada ser humano já estaria determinado antes do nascimento.

Métodos de Alfabetização Sintéticos

O método sintético estabelece uma correspondência entre o som e a grafia, entre o oral e o escrito, através do aprendizado por letra por letra, ou sílaba por sílaba e palavra por palavra.

Os métodos sintéticos podem ser divididos em três tipos: o alfabético, o fônico e o silábico

No alfabético, o estudante aprende inicialmente as letras, depois forma as sílabas juntando as consoantes com as vogais, para, depois, formar as palavras que constroem o texto.

No fônico, também conhecido como fonético, o aluno parte do som das letras, unindo o som da consoante com o som da vogal, pronunciando a sílaba formada. 

Já no silábico, ou silabação, o estudante aprende primeiro as sílabas para formar as palavras.

Por este método, a aprendizagem é feita primeiro através de uma leitura mecânica do texto, através da decifração das palavras, vindo posteriormente a sua leitura com compreensão. 

Neste método, as cartilhas são utilizadas para orientar os alunos e professores no aprendizado, apresentando um fonema e seu grafema correspondente por vez, evitando confusões auditivas e visuais. 

Como este aprendizado é feito de forma mecânica, através da repetição, o método sintético é tido pelos críticos como mais cansativo e enfadonho para as crianças, pois é baseado apenas na repetição e é fora da realidade da criança, que não cria nada, apenas age sem autonomia. 



Teoria Ambientalista

Esta teoria busca sua inspiração na filosofia empirista onde a experiência é a fonte de conhecimento. A teoria ambientalista, também chamada behaviorista ou comportamentalista, atribui exclusivamente ao ambiente a constituição das características humanas, privilegiando a experiência como fonte de conhecimento e de formação de hábitos de comportamento; preocupa-se em explicar os comportamentos observáveis do educando, desprezando a análise de outros aspectos da conduta humana tais como: o raciocínio, o desejo, a imaginação, os sentimentos e a fantasia, entre outros. Defende a necessidade de medir, comparar, testar, experimentar e controlar o comportamento.

Métodos de Alfabetização  Analíticos e      Ecléticos

Método analítico

O método analítico, também conhecido como “método olhar-e-dizer”, defende que a leitura é um ato global e audiovisual. Partindo deste princípio, os seguidores do método começam a trabalhar a partir de unidades completas de linguagem para depois dividi-las em partes menores. Por exemplo, a criança parte da frase para extrair as palavras e, depois, dividi-las em unidades mais simples, as sílabas.

Este método pode ser divido em palavração, sentenciação ou global. Na palavração, como o próprio nome diz, parte-se da palavra. Primeiro, existe o contato com os vocábulos em uma seqüência que engloba todos os sons da língua e, depois da aquisição de um certo número de palavras, inicia-se a formação das frases. 

Amanda tem uma vida alegre. (frase)
Vida (palavra) à Vi – da (sílaba) à V (letra)

Na sentenciação  a unidade inicial do aprendizado é a frase, que é depois dividida em palavras, de onde são extraídos os elementos mais simples: as sílabas. Já no global, também conhecido como conto e estória, o método é composto por várias unidades de leitura que têm começo, meio e fim, sendo ligadas por frases com sentido para formar um enredo de interesse da criança. Os críticos deste método dizem que a criança não aprende a ler, apenas decora.

 O processo de Sentenciação, liderado por Randovilliers (1768), Nicolas Adam (1787) e Jacotot (1843). O ensino desse processo teve início na Europa e nos Estados Unidos, porém as idéias desses precursores não vingam no seu tempo, somente no início do século XX ficou definitivamente comprovada a eficiência da aprendizagem da leitura por meio da globalização, pois nesta época houve o incremento da Psicologia Experimental.

Esse processo parte do todo para as partes atendendo a Psicologia da criança, que é mais globalizadora: frase – palavra – sílaba – letra.


Método Eclético

O método Eclético teve observações iniciadas na Itália, foi considerado a grande descoberta no campo metodológico, utiliza análise e síntese, ao contrário dos outros que são analítico ou sintético, o método é considerado global, porque parte de um todo, mas segue os passos do método sintético: som, sílabas, palavras, frases.

Esse método contempla o método Sintético e Analítico, no qual se conciliam todos os processos estabelecendo a liberdade de escolha do método de ensino de leitura e escrita. Por ser o método eclético a junção do método sintético e analítico e seguir os mesmos passos, continuam a apresentar vantagens e desvantagens. Segundo, Oliveira (1993), suas vantagens "é de fácil aplicação; oferece ao professor material previamente preparado; assegura o interesse da criança desde a primeira etapa; permite a recuperação dos atrasos e faltosos; promove a implantação do trabalho independente; evita a fixação do erro na escrita". Entendemos que esse método proporciona ao educando a visão do mundo como um todo, partindo do conhecimento do senso comum para o filosófico.

O que tange as desvantagens desse método, Inêz (2000) relata que, as
  "Histórias são desvinculadas do conhecimento real da criança, os textos não possuem estrutura lingüística, apresentam diálogo artificial; as atividades são baseadas em leitura e interpretação de textos, exploração de palavras e decomposição das famílias silábicas; a criança não tem oportunidade de produzir o seu próprio texto, partindo de suas experiências e vivências sociais".

Pode-se constatar que a concretização dos métodos tradicionais de alfabetização se encontram, mais ou menos, sistematizados nas cartilhas em uso, sendo, as cartilhas sintéticas, analíticas e mistas. As mesmas foram se multiplicando no tempo, solidificando e propagando o modelo de leitura idealizado pelas metodologias tradicionais. A cartilha preenche os requisitos necessários para ser um instrumento pedagógico dentro de uma prática pedagógica e concepção tradicionais. Os textos de cartilha prendem-se aos sons e às marcas gráficas, duvidando da inteligência da criança, de seus conhecimentos cotidianos.


Teoria Interacionista

A teoria de Piaget se destaca de outras pelo seu caráter inovador por introduzir uma 'terceira visão' representada pela linha interacionista que constitui uma tentativa de integrar as posições dicotômicas de duas tendências teóricas que permeiam a Psicologia em geral - o materialismo mecanicista e o idealismo - ambas marcadas pelo antagonismo inconciliável de seus postulados que separam de forma estanque o físico e o psíquico.
O modelo piagetiano, que prima  pelo rigor científico de sua produção, trouxe contribuições práticas importantes, principalmente, ao campo da Educação - muito embora, curiosamente, aliás, a intenção de Piaget não tenha propriamente incluído a idéia de formular uma teoria específica de aprendizagem.

A VISÃO INTERACIONISTA DE PIAGET: A RELAÇÃO DE INTERDEPENDÊNCIA ENTRE O HOMEM E O OBJETO DO CONHECIMENTO

As idéias de Piaget contrapõem-se, às visões de duas  correntes antagônicas e inconciliáveis que permeiam a Psicologia em geral: o objetivismo e o subjetivismo.
Ambas as correntes são derivadas de duas grandes vertentes da Filosofia (o idealismo e o materialismo mecanicista) que, por sua vez, são herdadas do dualismo radical de Descartes que propôs a separação estanque entre corpo e alma, id est, entre físico e psíquico. Assim sendo, a Psicologia objetivista, privilegia o dado externo, afirmando que todo conhecimento provém da experiência; e a Psicologia subjetivista, em contraste, calcada no substrato psíquico, entende que todo conhecimento é anterior à experiência, reconhecendo, portanto, a primazia do sujeito sobre o objeto (Freitas, 2000:63).
Considerando insuficientes essas duas posições para explicar o processo evolutivo da filogenia humana, Piaget formula o conceito de epigênese, argumentando que "o conhecimento não procede nem da experiência única dos objetos nem de uma programação inata pré-formada no sujeito, mas de construções sucessivas com elaborações constantes de estruturas novas" (Piaget, 1976 apud Freitas 2000:64).


As teorias interacionistas do desenvolvimento apoiam-se na idéia de interação entre o organismo e o meio. A aquisição do conhecimento é entendida como um processo de construção contínua do ser humano em sua relação com o meio. Organismo e meio exercem ação recíproca. Novas construções dependem das relações que estabelecem com o ambiente numa dada situação.

Nessa teoria, a criança é concebida como um ser dinâmico, que a todo momento interage com a realidade, operando ativamente com objetos e pessoas. Essa interação com o ambiente faz com que construa estruturas mentais e adquira maneiras de fazê-las funcionar. O eixo central, portanto, é a interação organismo-meio e essa interação acontece através de dois processos simultâneos: a organização interna e a adaptação ao meio, funções exercidas pelo organismo ao longo da vida.


Concepção Construtivista

"Construtivismo significa isto: a ideia de que nada, a rigor, está pronto, acabado, e de que, especificamente, o conhecimento não é dado, em nenhuma instância, como algo terminado. Ele se constitui pela interação do indivíduo com o meio físico e social, com o simbolismo humano, com o mundo das relações sociais; e se constitui por força de sua ação e não por qualquer dotação prévia, na bagagem hereditária ou no meio, de tal modo que podemos afirmar que antes da ação não há psiquismo nem consciência e, muito menos, pensamento."


"Entendemos que construtivismo na Educação poderá ser a forma teórica ampla que reúna as várias tendências atuais do pensamento educacional. Tendências que têm em comum a insatisfação com um sistema educacional que teima (ideologia) em continuar essa forma particular de transmissão que é a Escola, que consiste em fazer repetir, recitar, aprender, ensinar o que já está pronto, em vez de fazer agir, operar, criar, construir a partir da realidade vivida por alunos e professores, isto é, pela sociedade – a próxima e, aos poucos, as distantes. A Educação deve ser um processo de construção de conhecimento ao qual ocorrem, em condição de complementaridade, por um lado, os alunos e professores e, por outro, os problemas sociais atuais e o conhecimento já construído (‘acervo cultural da Humanidade’)."

"Construtivismo, segundo pensamos, é esta forma de conceber o conhecimento: sua gênese e seu desenvolvimento – e, por conseqüência, um novo modo de ver o universo, a vida e o mundo das relações sociais."
Publicação: Série Idéias n. 20. São Paulo: FDE, 1994.
Páginas: 87 a 93


Concepção Histórico Cultural


Teoria Sócio-interacionista de Vygotsky

O eixo determinante da teoria de Vygotsky baseia-se na formação da consciência e sua "gênese social", com especial ênfase ao uso das ferramentas simbólicas para a construção das funções mentais superiores.

A essência da sua posição com relação ao desenvolvimento do ser humano constitui-se na afirmativa de que a consciência possui uma estrutura semiótica e o método mais adequado para investigá-la é analisar e compreender como se formam os signos. Para o autor o sujeito não se constitui de dentro para fora  e nem é um reflexo passivo do meio que o circunda, mas produto do contexto sócio-cultural, assim como a consciência  não é originária dos signos, mas resultado dos próprios signos.

Para Vygotsky, os princípios da constituição da consciência e das funções superiores do indivíduo são fundamentados na idéia de que estes processos têm uma "gênese social", provinda das relações do indivíduo com os objetos e com outras pessoas, isto é, das condições objetivas de sua vida social. Estes processos refletem concretamente sua ação sobre os objetos, principalmente os objetos sociais. Esta "gênese social" significa, em um sentido amplo, que toda a cultura é social uma vez que é produto da vida e da atividade social do indivíduo. Assim, para este autor:

"Toda função psíquica superior passa  sem dúvida por uma etapa externa de desenvolvimento porque a função, a princípio, é social. ... quando dizemos que um processo é 'externo' queremos dizer que é 'social'. Toda função psíquica superior foi externa por haver sido social antes que interna. A função psíquica propriamente dita era antes uma relação social de duas pessoas. O meio de influência sobre si mesmo é inicialmente o meio de influência sobre os outros, ou o meio de influência dos outros sobre o indivíduo".  (VYGOTSKY, 1995:150).

A partir dessas idéias, Vygotsky formula a lei genética geral do desenvolvimento cultural da seguinte maneira: "...toda função no desenvolvimento cultural da criança aparece em cena duas vezes, em dois planos; primeiro no plano social e depois no psicológico, em princípio entre os homens como categoria interpsíquica e logo no interior da criança como categoria intrapsíquica". (Ibid. p.150).

A reconstrução interna das atividades externas é denominada por Vygotsky de processo de "internalização",  pois,  para ele,  este  processo  implica em  uma reorganização das atividades psicológicas. A internalização e a construção das funções superiores concretizam-se com a utilização dos signos externos que se formam nas relações com os outros. Sem o outro a atividade externa não se converteria em uma mediação significativa, isto é, em signo.

Ao processo de combinação de uso de ferramentas simbólicas, proporcionados pelos signos e pela cultura nas atividades psicológicas, Vygotsky denomina "função psicológica superior” ou “conduta superior".




Teorias Interacionistas - Principais Diferenças entre Piaget e Vygotsky

Interacionista Piagetiana

· papel dos fatores internos e externos do desenvolvimento: fatores internos preponderam sobre os externos (privilegia a maturação biológica);

· desenvolvimento humano: segue uma seqüência fixa e universal de estágios;

·      
   construção do conhecimento: procede do individual ao social.Subordina o social ao individual.



·    desenvolvimento e aprendizagem: a aprendizagem subordina-se ao desenvolvimento.

·  pensamento: aparece antes da linguagem;


·  linguagem: (a) subordina-se aos processos de pensamento; (b) ocorre após o alcance de determinados níveis de habilidades mentais.
Interacionista Vygotskiana

·         papel dos fatores internos e externos do desenvolvimento: o desenvolvimento varia conforme o ambiente (privilegia o ambiente social).


·         desenvolvimento humano: não aceita uma visão única do desenvolvimento.



·         construção do conhecimento: procede do social para o individual, ao longo do desenvolvimento (é mediado pelo interpessoal antes de ser internalizado); reciprocidade: indivíduo e contexto sóciocultural.

·       
        desenvolvimento e aprendizagem: processos interdependentes desde o nascimento.

·       
        pensamento e linguagem: processos interdependentes.


·         linguagem: (a) função central para o desenvolvimento cognitivo; (b) dá forma definida ao pensamento; (c) o uso de signos como instrumentos das atividades psicológicas.


Pontos significativos:

1- Motivação da equipe gestora do curso

2- Temática de interesse de todos



TERCEIRO ENCONTRO  02/04/2013  -


Escola Polo - EEB Humberto de Campos
Horário: 19 às 22 h (3h)





















































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